sábado, 18 de abril de 2009

AVALIA^ÇÃO DO GRUPO PERSONALIDADE
Leila Maria Linck Wasum

A pergunta inicial deste grupo é “COMO A FAMÍLIA E A ESCOLA INFLUENCIAM NA PERSONALIDADE DA CRIANÇA?” O grupo manteve a coerência do questionamento inicial com as certezas e dúvidas, porque tem a certeza de que nossa personalidade recebe influências do meio, mas questiona o porquê de pessoas criadas no mesmo ambiente, com as mesmas influências, terem personalidades tão diferentes. Procuram manter esta linha de raciocínio durante todo o trabalho. Durante o andamento do trabalho o grupo retoma constantemente estas certezas e dúvidas, pois através das pesquisas verificam que cada pessoa tem sua própria personalidade, que é única, influenciada pelo fator genético e pelo meio em que vive.
Os procedimentos de coletas de informações usados pelo grupo não ficam muito claros, alguns endereços da internet são usados, outros materiais não tem as referências bibliográficas. Já o mapa conceitual do grupo está bem claro, enfatizando a sociabilidade como fator importante na formação da personalidade.
O texto apresentado no final do projeto é uma síntese que mostra a interpretação da pergunta do grupo e das conclusões realizadas ao longo do projeto, porque procura expor a idéia principal, desenvolvendo as dúvidas e certezas e mostrando como a família e a escola influenciam nossa personalidade. Assim também, neste texto o grupo retoma os conceitos de modo crítico quando fala que como sujeitos sociais necessitamos de relacionamentos, de fazermos parte de um grupo, de referências para percebermos o mundo que nos cerca e assim construirmos nossa personalidade.
O conceito mais importante neste projeto é perceber que nossa personalidade é formada por fatores genéticos, que já nascem com o indivíduo, mas que também recebemos influência do meio. Sendo assim, precisamos ficar atentos a que tipo de influências passamos a nossas crianças, de que maneira marcaremos sua personalidade, tanto na família como na escola. É uma responsabilidade astronômica, principalmente se quisermos marcá-las através do nosso exemplo de vida, da maneira como encaramos os desafios e os problemas, assim como transmitimos a nossa afetividade.

domingo, 12 de abril de 2009

DOSSIÊ DA INCLUSÃO – Leila Wasum



Minha Experiência Pessoal:

Nasci em 1962 e quando eu tinha um ano e quatro meses minha mãe deu à luz minha irmã caçula. Com um parto muito difícil, faltou oxigenação ao cérebro de minha irmã e a Denise tinha um problema mental, o que os médicos diziam ser um pequeno retardamento. Como ela era muito comunicativa e expansiva, todos perguntavam se era eu quem era a criança “excepcional”, pois sempre fui tímida e retraída.
Desde muito cedo tive que aprender que ela necessitava de mais cuidados do que eu, que não poderia fazer algumas coisas que me eram exigidas. Foi muito difícil, tinha ciúmes de ela estar sempre grudada na minha mãe, não entendia porque eu tinha que ajudar nas tarefas domésticas mais do que ela. Quando ela entrou na escola, também foi difícil entender que ela não teria o mesmo desenvolvimento e as mesmas exigências que eu e meus irmãos.
Meus pais sempre foram muito conscientes e participativos e logo entenderam e aceitaram que ela precisa de cuidados especiais e que não tinha o mesmo ritmo de amadurecimento que nós. Mesmo enfrentando muitos preconceitos colocaram a Denise na APAE e na Escola Especial com a finalidade de ajudá-la e tentar fazer com que se sentisse mais “incluída”. Aprendi a conviver com aquelas crianças, pois sempre levava e buscava a Denise e frequentava as atividades que envolvessem a família. No entanto, sempre era doloroso aceitar aquela situação, pensar que minha irmã teria dificuldades para se desenvolver e ser aceita na sociedade.
Aos doze anos a Denise começou a apresentar sintomas de uma doença degenerativa congênita na medula nervosa que atingia a coordenação motora e os músculos. Foi um período de muita dor, muitas incertezas, aos poucos ela começou a perder os movimentos das pernas e a coordenação dos braços. Só aos dezesseis anos é que foi realmente comprovada esta doença, segundo os médicos uma síndrome conhecida na Alemanha, de onde vieram nossos antepassados. Ela passou muitos anos na cama ou na cadeira de roda e nossa casa teve que sofrer adaptações para termos mobilidade com ela.
Paralelo a tudo isto entrei no Curso Normal com quinze anos e surgiu a oportunidade de fazer um curso de Voluntária para trabalhar na APAE, pensei que era o momento de entender e resgatar alguns valores que me tinham escapado, que talvez pudesse entender e aceitar toda a situação que vivíamos em casa. Após o curso e seu estágio, que terminou no fim de outubro, eu e duas colegas começamos a trabalhar teatro e música com os adolescentes da APAE. Foi muito gratificante e eles conseguiram decorar suas falas para o teatro que fizemos para a festa de Natal. No ano seguinte trabalhei como auxiliar da professora de uma turma com crianças com síndrome de Daw e uma autista, uma vez por semana. Foi um trabalho muito difícil, principalmente quando a professora faltava e eu tinha que assumir a turma. Eles eram muito inquietos e eu sempre ia para casa com algum machucado. Trabalhei todo o ano de 1978 com esta turma e depois parei de trabalhar na APAE porque tinha aula o dia todo. Sem dúvida, a experiência vivida nesta escola marcou muito minha vida, não só como professora, mas me ajudou a ser mais tolerante e carinhosa com minha irmã.
Já como professora formada fui trabalhar com alfabetização e sempre obtinha resultados satisfatórios com alunos considerados problemáticos. Por isto me tornei professora da “classe especial” da escola, com crianças com alto nível de repetência na 1ª série. Aprendi muito com eles e nas reuniões de classes especiais de todo município, com troca de experiências e relatos das colegas. Dos oito alunos consegui alfabetizar quatro, o que me deixou muito feliz.
Talvez por toda esta bagagem que eu trago, vivendo uma experiência pessoal tão profunda, é que sempre consegui bons resultados com alunos com necessidades especiais, principalmente no que diz respeito ao seu entrosamento, participação e colaboração com a turma. Também entendo muito crianças que tenham irmãos com necessidades especiais porque me coloco no lugar delas e sei o que elas sentem e o quão é difícil entender que uma pessoa da nossa família, com características parecidas com as nossas possam ser tão diferentes e precisem de nosso amor e nosso apoio.
Fazem dois anos que a Denise faleceu, mas nossa vida sempre esteve voltada para cuidá-la e fazer com que seus dias fossem os mais confortáveis e cheios de amor possíveis. Meus filhos cresceram sabendo que ela era uma pessoa que precisava de cuidados especiais, que competia e brincava com eles como se fosse da mesma idade Talvez a maior lição que ela deixou a toda família foi a união necessária nos momentos. difíceis, a alegria constante que ela tinha, a necessidade de aceitarmos o diferente e convivermos com bom humor, esperança e fé.

Minhas Reflexões – Identificando Epistemologias:

Refletindo sobre minhas respostas na atividade 7 e sobre o texto lido volto a dizer que o conhecimento é a noção que temos sobre algo. Este conhecimento é adquirido através de experiências vivenciadas no nosso cotidiano e que nos permitem construir habilidades e conceitos. Um grande exemplo é a habilidade de falar, adquirida através da observação e prática. Há também o conhecimento mais formal, transmitido e construído nos sistemas de ensino de que participamos, onde a sistematização destes saberes obedece a uma sequência pré-determinada.
Nossa aprendizagem ocorre nas nossas vivências diárias, através de experiências que nos tenham algum significado e que nos acrescentem algum valor físico, afetivo ou social, normalmente aprimorando alguma habilidade já adquirida. Sendo assim, aprender é um ato constante e indispensável para o desenvolvimento do ser humano e para sua sobrevivência como espécie. Há também o conhecimento formal, adquirido nos sistemas de ensino, principalmente a escola. Este conhecimento é mais sistematizado, organizado de acordo com os níveis de desenvolvimento do aluno.
Refletindo sobre minhas respostas anteriores e sobre o texto sugerido e sobre toda a situação atual do sistema estadual de ensino, a que pertenço, é impossível não ter muitas dúvidas e angústias. Como coloquei anteriormente, considero que o ensino na escola deve ser sistematizado e organizado de acordo com os diferentes níveis de desenvolvimento, contemplando conteúdos que devem aliar-se aos conhecimentos e vivências que os alunos já trazem, a fim de construírem um conhecimento significativo, capaz de desenvolver o senso crítico e o raciocínio.
Dentro desta perspectiva procuro partir dos conhecimentos que os alunos já têm e de materiais de que disponho, como figuras, filmes, cartazes,etc, sempre iniciando com um diálogo sobre o que eles já sabem, o que nos dias de inclusão digital, às vezes é muito. Assim também, preocupo-me com a construção de uma cidadania consciente, fazendo-os refletir sobre a realidade, sendo co-autores da socialização da turma. Desta maneira, eles criam as regras de convivência da turma, escolhem a responsabilidade que vão assumir no mês (cuidar da caixa de livros, cuidar da fila, limpar o quadro,etc) e uma vez por mês fazemos uma Assembléia de Alunos, onde cada um fala como atuou na sua responsabilidade e o que precisa melhorar, então é feito o rodízio de responsabilidades por mais um mês. Assim também, a maioria das decisões que envolvem a turma são tomadas através de votações.
Apesar de todos estes esforços não tenho a ilusão de dizer que todo conhecimento é construído pelos alunos, ou que minha sala de aula é uma democracia ampla e irrestrita. Procuro sempre trocar experiências e conhecimentos com meus alunos, mas ainda não descobri uma fórmula que permita construir sempre e vencer todo o Plano de Curso. A cada dia que passa nós, os professores da rede estadual, sentimos que a gestão democrática e a construção do conhecimento estão sob a ameaça das avaliações externas, que priorizam conteúdos mínimos e que ditam as verbas destinadas a cada escola. Atualmente há uma certa neurose com índices e avaliações, que têm seu lado positivo por tentarem tornar a educação brasileira mais uniforme. Em contrapartida, engessam alternativas mais construtivas, cobrando resultados das direções e dos professores, que precisam adequar o trabalho com os alunos de acordo com os modelos estabelecidos em localidades completamente diferentes da nossa.
Hoje em dia, mais do que aprender o que o aluno já construiu, é necessário que o professor também aprenda como fazê-lo ter desempenho satisfatório nas avaliações externas, sob pena de ser acusado de incompetente e de perder verbas importantes. Queremos um cidadão participativo, consciente de seus direitos e deveres, capaz de tomar decisões e fazer escolhas, mas ao mesmo tempo não podemos abrir mão de verbas necessárias num sistema já sucateado e dos mecanismos para conquistá-las.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

PARECER SOBRE DIRETRIZES CURRICULARES

Analisei o Parecer nº 1400/2002 do Conselho Estadual de Educação. Trabalho numa escola pública estadual, localizada em zona urbana periférica do meu município, que oferece os anos iniciais do Ensino Fundamental de 9 anos, do 1º ao 5º ano, sendo que ainda leciono em duas 4ª séries. Possuímos em torno de 250 alunos distribuídos em dois turnos, sendo oferecida uma turma de cada ano por turno. Acolhemos alunos com necessidades especiais, sendo que atualmente eles estão presentes no 1º e no 2º anos.
Analisando o parecer nº 1400/2002 constatei já inicialmente que nossa escola mesmo estando na zona urbana não oferece o Ensino Fundamental completo, como está na lei. Conhecendo nossa escola é fácil perceber que não existe espaço físico para tal e apesar da comunidade já ter se mobilizado para desapropriação de um prédio vizinho para sua ampliação, nada foi conseguido até o momento.
No que diz respeito ao Planejamento e aos padrões mínimos de qualidade, nossa escola está dentro das normas do parecer, visto que nosso PPP e nosso Regimento Escolar são frutos de um amplo diálogo, reflexão e construção pelo corpo docente com a participação efetiva de toda comunidade escolar. Todo planejamento do fazer pedagógico, administrativo e financeiro da escola está constantemente em reavaliação, sendo objeto de reflexão como forma de atingirmos novos significados e novas práticas, sempre com o objetivo de garantir uma educação de qualidade para toda a comunidade. A gestão democrática está bem presente na nossa escola, com os pais e toda comunidade participando, opinando e contribuindo em diversos momentos da vida escolar. Esta prática confere a nossa escola um olhar mais crítico, fazendo com a que a direção, funcionários e o corpo docente adquiram como prática comum receber críticas e sugestões da comunidade. Isto legitima ainda mais nosso trabalho, criando uma rede de interesses afins entre escola e comunidade, que por sua vez desencadeiam um compromisso constante com a vida escolar e a educação de qualidade.
Quanto aos recursos pedagógicos, assim como os humanos, sabemos que as escolas estaduais estão longe de conseguir tudo o que a lei diz necessário. Minha escola, por ser pequena, é muito bem estruturada, professoras e comunidade trabalham muito para obter os recursos pedagógicos necessários, assim como toda infra-estrutura. Temos o material básico, biblioteca bem montada, com estante de livros pedagógicos diversificados para consulta do corpo docente, material concreto, sala de vídeo e aparelhos de som para enriquecer as aulas, a grande maioria deste material sendo conseguida através de parcerias e mobilização da comunidade. Só há computadores na secretaria e recentemente foi adquirido um para a biblioteca. Mesmo assim, sabemos que faltam recursos oficiais para o aprimoramento do material didático. Assim também os recursos humanos são escassos, seguidamente falta bibliotecária e sempre que uma professora ou funcionária entra em licença é muito difícil conseguir uma substituta, a escola precisa ser criativa e contar novamente com a colaboração da comunidade para amenizar a situação. Mesmo assim, com toda desmotivação, nosso corpo docente está sempre se reciclando, procurando formação continuada para sempre aprimorarmos nosso fazer pedagógico, melhorando nossa prática docente.
No que diz respeito aos recursos físicos acredito que nosso CEE desconhece a realidade da imensa maioria das escolas da rede estadual que estão sucateadas, com salas abarrotadas de alunos. As recomendações quanto à higiene, número de vasos sanitários, mictórios e bebedouros na proporção ao número de alunos são irreais, dificilmente cumpridas nestas escolas. Como já disse, tratando-se da nossa escola a comunidade se esforça para mantê-la em boas condições de uso, mas têm normas impossíveis de serem cumpridas no que diz respeito à infra-estrutura física. Nossas salas de aula são pequenas e só para dar um exemplo minha 4ª série do turno da manhã tem 27 alunos pré-adolescentes e adolescentes, alguns maiores do que eu. Às vezes, tenho que passar pelos corredores vencendo os obstáculos das mochilas que estão no meio do caminho, nem de longe é cumprido 1,20 m quadrados por aluno.
Enfim, analisando o texto trabalho e o parecer escolhido mais uma vez constato que existem leis na esfera federal, estadual e municipal que favorecem a qualidade de ensino e garantem educação para todos. No entanto, também constato que estas leis nunca são cumpridas na íntegra, que o poder constituído para fazer as leis desconhece nossa realidade e que o poder público sempre acaba transferindo muito da sua responsabilidade para a sociedade, que procura organizar-se para suprir desesperadamente estas carências.

REFERÊNCIAS:
SILVA, Maria Beatriz Gomes da, Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil e para o Ensino Fundamental: Articulações i Interfaces com Educação Especial, Educação Indígena, Educação Básica no Campo e Educação de Jovens e Adultos;
Parecer nº 1.400/2002 do Conselho Estadual de Educação
REFLEXÃO SOBRE S APRENDIZAGENS DA DISCIPLINA ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ECOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL


Nesta disciplina podemos conhecer e refletir sobre a legislação vigente e os mecanismos utilizados para que as instituições de ensino construam seu fazer pedagógico, a regulamentação deste fazer através de regras claras e a participação efetiva de toda comunidade escolar neste processo. Aprendemos que esta organização e planejamento abrangem a dimensão financeira, administrativa e pedagógica de nossas escolas, mas que esta organização também deve possuir mecanismos que permitam as relações com os órgãos competentes para permitir o livre trânsito de informações. Este trânsito deve funcionar não só entre os estabelecimentos de ensino, mas também entre os sistemas de ensino, dando maior legitimidade ao fazer pedagógico e maior transparência quanto à avaliação e desempenho do aluno.
Considero que foi muito importante revisitar o PPP e o Regimento Escolar da minha escola e confrontá-los com as teorias propostas, pois apesar de ter participado da construção e constante reformulação dos mesmos, sempre parecem algo frio e distante, um documento a mais. Foi estudando nossas propostas e as regras que elaboramos para atingi-las e confrontando-as com o saber teórico que constatei o quanto estão presentes no nosso fazer pedagógico, planejamento, avaliação e resultado final. Constatei também que é muito importante o corpo docente conhecer e constantemente reavaliar estes dois mecanismos, como forma de fazer uma auto-avaliação do seu desempenho, dos objetivos que ser alcançar e dos esforços e comprometimento do grupo com o trabalho proposto pela escola, conferindo assim mais legitimidade para seu fazer pedagógico.
Aprendemos a definir e reconhecer o que é uma gestão democrática, que é o planejamento, a execução e a fiscalização de todo fazer pedagógico, administrativo e financeiro de nossas escolas pela comunidade escolar. Aprendemos que há mecanismos de participação dentro da escola onde a comunidade é co-responsável por todo processo educativo, participando e fiscalizando todo o planejamento, execução e uso das verbas públicas. Neste contexto, é importante que a gestão democrática da escola esteja inserida numa comunidade participativa, onde a construção do coletivo seja uma realidade social.
Dentro das nossas escolas há momentos em que a comunidade elege os representantes que atuaram junto ao corpo docente e também na fiscalização pedagógica, financeira e administrativa: são as eleições dos Grêmios Estudantis, Conselhos Escolares e CPMs, que têm como função não só fiscalizar, mas atuar efetivamente na vida escolar, participando de planejamentos, ações e avaliações que contribuam para enriquecer o fazer pedagógico e garantir o direito máximo à educação. Neste contexto também está inserida a eleição da direção, que já não é mais um cargo de confiança do sistema de ensino, mas sim da comunidade que a elege e lhe dá respaldo como representante legal desta comunidade.
Uma gestão democrática de verdade necessita de transparência, de respeito à diversidade e de uma idéia de qualidade, onde a escola é boa para toda a comunidade e não apenas para um segmento. Neste sentido, não há escola pública de qualidade sem a participação de toda comunidade escolar, que deve definir os caminhos, tomando as decisões necessárias para este fim. Esta escola é construída com mecanismos de democracia participativa que deve ser utilizada em todos os momentos, pois esta gestão democrática só se aprende fazendo, constantemente avaliando e aprimorando seu fazer.
Nesta perspectiva, a escola visa à emancipação de todos que nela atuam, voltada para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, através da busca constante da qualidade de ensino, da inclusão e da participação democrática. Quando todos os segmentos da comunidade escolar participam deste processo, cria-se uma rede de compromissos onde todos se sentem responsáveis pela implementação deste projeto, participando da construção de uma escola participativa e democrática.
Para finalizar, quero dizer que penso ser esta a escola ideal, mas que ainda temos um longo caminho a percorrer. Já damos os primeiros passos, construindo nosso PPP e nosso Regimento Escolar, abrindo nossas escolas à participação da comunidade. No entanto, ainda precisamos aprender a ouvir críticas e sugestões de uma comunidade que quer ser cada vez mais participativa, preparando-nos para um trabalho mais colaborativo e democrático, que vise principalmente o bem-estar do nosso aluno através de uma educação de qualidade.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AS TEORIAS DE PSICOLOGIA E MINHA VIVÊNCIA PESSOAL

Estive no hospital recentemente por vários dias para a retirada de um câncer no intestino, foi uma cirurgia delicada, mas que deu tudo certo. Durante todo o tempo mantive na mente as teorias que estudamos no projeto de estudos onde estudamos o poder da mente, transtornos causados por distúrbios de comportamento. Lembrei-me que estudei que mente, corpo e psique constituem uma unidade integrada e que o bom funcionamento desta unidade depende apenas de nós mesmos. Então procurei manter firme minha fé em Deus, a certeza de que Ele estava comigo, meu otimismo e minha confiança nos médicos. Em nenhum momento me apavorei, entrei em pânico ou fiquei triste.Segundo os médicos e enfermeiras minha recuperação foi maravilhosa para quem fez uma cirurgia de grande porte como eu fiz.
Muitas vezes estudamos teorias e pensamos que elas não têm muita utilidade, mas confesso que estes estudos realizados em Psicologia me ajudaram muito, dando-me a certeza que minha recuperação dependia de mim mais do que dos outros.

domingo, 2 de novembro de 2008

MINHA ATUAÇÃO NO PA
No início dos trabalhos considerei muito complicado fazermos um projeto sobre um assunto que não dominávamos, pois eu não entendia muito bem como seria este projeto. A partir da minha participação e do desenvolvimento do trabalho comecei a enterder a dinâmica do projeto e passei a me empolgar com o trabalho.
Desde o início do projeto sempre procurei participar com sugestões sobre o tema trabalhado e as formas de encaminhamento dos trabalhos. Pesquisei em livros, revistas e na internet, colaborei com material, participei várias vezes da página de discussões do grupo, do fórum e da comunicação via e-mail com as colegas. Sempre participei dos encontros presenciais propostos pelo grupo, trocando idéias com as colegas e dando sugestões, atendo sempre as combinações do grupo. Sempre trocamos muitas idéias, procurando soluções que contemplassem os interesses do grupo e enriquecessem o trabalho.
Acredito que minha maior facilidade foi discutir o tema proposto, visto que gosto de escrever e dar minha opinião sobre os assuntos e minha maior dificuldade ainda é dominar a tecnologia, visto que ainda preciso de ajuda para realizar algumas tarefas no computador. Exemplo disto foi o mapa conceitual individual que fiz no papel mas não conseguia fazer no computador, então tive de ir ao pólo e solicitar a ajuda de uma tutora e isto, sem dúvida, continua a ser angustiante.
Desta maneira, revisando minha caminhada e minha participação, colaboração e empenho no andamento dos trabalhos, acredito que fiz o melhor que pude, tanto na execução da tarefa proposta como na integração com o grupo.