domingo, 28 de março de 2010

AULA INAUGURAL – A FAMÍLIA NA ESCOLA

Dentro dos objetivos e finalidades da nossa escola está promover a aberta participação da comunidade, visando socializar os conhecimentos adquiridos na escola. Buscamos a integração da família com a escola na construção e na vivência da política pedagógica, valorizando e assegurando a sua significação, de acordo com o nosso regimento.
Sendo assim, promovemos neste sábado, dia 27 e março, uma manhã de interação escola/família através de atividades que dessem aos pais a noção de um dia de trabalho na nossa escola. Foram realizadas oficinas onde pais e filhos participassem ativamente: oficina de Higiene com orientação sobre prevenção de doenças, oficina de Artes com trabalhinhos feitos por pais e alunos e expostos na área da escola, oficina para confecção de uma lembrança da participação dos pais e alunos com confecção de painéis colaborativos e oficina de Educação Física com brincadeiras e circuito de exercícios. Também foi proporcionado recreio e distribuição de merenda, como fazemos diariamente.
Ao refletir sobre estas atividades pude revisar os conceitos aprendidos na Disciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem Sob o Enfoque da Psicologia onde estudamos a Teoria Sócio-Interacionista de Vygotsky que trata das funções psicológicas construídas ao longo da história social do homem e sua relação com o mundo, desempenhando um papel formador e construtor do processo de desenvolvimento, provenientes de ações conscientes e intencionais. Ficou nítido nas atividades a importância da relação família/escola para motivar e incentivar os alunos na construção de sua história escolar, a felicidade dos alunos ao verem seus pais participando de atividades que eles fazem constantemente e as valorizando.
Abaixo anexo fotos de algumas oficinas, a minha e da colega da 4ª série da tarde era a oficina de Educação Física:

1) Professoras Fabiana e Etaisi, do 2º ano, na oficina de Artes:

2) Mãe e filha na oficina de Educação Física, fazendo circuito de exercícios juntas:


3) Presidente do CPM participando da oficina de Educação Físia:




segunda-feira, 22 de março de 2010

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Trabalho muito ecologia com meus alunos pois considero que depende de todos nós a saúde do planeta e que podemos fazer a diferença através de pequenos gestos, do nosso exemplo e de nossa orientação. Dentro desta perspectiva trabalhamos hoje sobre o Dia Mundial da Água, estudamos um artigo do Jornal do Brasil sobre a importância da água para os seres vivos e a degradação do planeta, exploramos cartazes do Serviço Municipal de Água e Esgoto de São Leopoldo com dicas de uso racional, vimos as utilidades da água na nossa vida, números do desperdício de água em atividades do dia a dia. Fizemos palavras cruzadas sobre formas de uso racional da água, cantamos a música "PLANETA ÁGUA" de Guilherme Arantes.
Após estas atividades cada aluno ganhou meia folha de desenho com uma gota desenhada. Deveriam contorná-la, fazer desenhos e escrever frases sobre a importância da água e/ou maneiras de economizá-la e depois recortá-la. Montamos um painel que está exposto no mural do corredor da escola, cuja foto segue abaixo:


domingo, 21 de março de 2010


Feliz 2010 a todos nós!!


“ É preciso Ter uma grande dose de humanidade, uma grande dose de sentido de justiça e de verdade, para não cair em dogmatismos extremos, em escolasticismo frios, em isolamento das massas. É preciso lutar todos os dias para que esse amor à humanidade viva se transforme em fatos concretos, em atos que sirvam de exemplo, de mobilização.”
Che Guevara
Este ano de 2010 será um ano de muito trabalho, dedicação e estudo, mas também será um ano de alegria, de conquistas e realizações. A todos nós saúde, força e determinação para conseguirmos superar todos os obstáculos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009







AVALIAÇÃO INCLUSIVA



Estudando os textos sobre avaliação aprendi que para conseguirmos, aos poucos, uma avaliação inclusiva é preciso que tenhamos a coragem de fazer avaliações mais democráticas e participativas, que contemplem a diversidade da turma, que levem a uma reflexão-ação em busca do conhecimento crescente. O professor deve ser um facilitador da aprendizagem, levando em consideração o raciocínio do aluno na construção de novos conhecimentos.


"Avaliar não é verificar a reprodução, mas fornecer as condições para que o aluno crie algo novo. A avaliação deve ser o momento de questionar, de problematizar, de "hipotetizar" o que já foi visto." (FERREIRA, 1992,p.5)


É verdade que ainda estamos muito atrelados a avaliações tradicionais, mesmo porque a comunidade e os sistemas de ensino assim o exigem, principalmente porque cada vez há mais avaliações externas, das quais dependem as verbas recebidas. Também é verdade que para os pareceres finais, todos nós fazemos provas para fechar as notas. Mesmo assim, na medida do possível, procuro fazer algumas avaliações através de trabalhos, em grupos ou individuais, onde os alunos precisam construir coisas novas a partir dos conhecimentos adquiridos. Além disso, fazemos mensalmente uma Assembléia de Alunos, como forma de auto-avaliação e avaliação coletiva, procurando encontrar caminhos que melhorem os trabalhos e os relacionamentos da turma.
Nestes momentos é bem interessante utilizar arquiteturas pedagógicas, mesmo que não informatizadas, mas capazes de acolher didáticas flexíveis, flexibilizando o trabalho curricular, possibilitando a interdisciplinaridade, tornando a aprendizagem um trabalho artesanal, construindo saberes e fazeres novos a partir do que já foi visto.
Abaixo coloco alguns exemplos de avaliações feitas a partir de trabalhos

a) Como avaliação de Geografia os alunos fizeram,em grupos, maquetes sobre as formas de relevo e depois fizemos uma exposição no pátio da escola:

















b) Uma das avaliações de Português foi transformar, individualmente, uma poesia em história em quadrinhos:

















c) Avaliação de Ensino Religioso: representar, em duplas, as virtudes de um bom cidadão gaúcho:


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Outras Formas de Avaliar - Arquiteturas pedagógicas



Estudando os textos de Linguagem sobre alfabetização e letramento refleti bastante sobre os diversos apelos de leitura que encontramos no nosso dia-a-dia, fora do contexto escolar, onde fazemos uma leitura constante da realidade. Assim também, refletindo sobre as diversas formas de avaliação, como este processo deve refletir a relação ensino-aprendizagem que contemplamos na nossa prática pedagógica, tornando-o uma busca pelo conhecimento, criando condições para que o aluno crie algo novo. Assim também, é preciso encontrar outras formas de avaliar, que não sempre os testes e provas que medem o conhecimento.
Dentro destas perspectivas quero relatar uma atividade que fiz com meus alunos e que no meu ponto de vista contempla os conceitos estudados:
Primeiro recortamos um anúncio de venda de um jogo de panelas de um encarte de supermercado. Colamos no caderno de Português e fizemos interpretação de texto do anúncio, vendo do que falava, características do produto, condições de pagamento, etc. Depois pedi que criassem um produto e seu anúncio,mantendo as características deste tipo de texto. Calculamos em matemática se o preço a vista era o mesmo do preço a prazo.
Depois desta atividade revisada no caderno, dei uma semana para que construíssem o produto criado, utilizando sucata, massa de modelar, argila ou material que escolhessem. Deveriam criar também um anúncio interessante para seu produto. Esta seria uma avaliação de Português, substituindo a nota de um teste. Meu objetivo era que usassem a criatividade e a imaginação na escolha do material e confecção do produto, mas que também fizessem uma produção textual dentro dos moldes de um anúncio.
No dia marcado para a apresentação, hoje, estavam empolgadíssimos em apresentar seu produto. Um por um apresentou sua criação e seu anúncio e eu fazia observações e questionamentos sobre as duas partes do trabalho, orientando sobre o que faltava ou tinha em excesso no anúncio. Apareceram carros voadores feitos de caixas de remédios revestidas, aparelhos eletrônicos cheios de funcionalidades feitos de caixinhas, argila, garrafas pet, cremes anti-celulite feitos com mistura de diversas coisas, pó de pirlimpimpim feitos com mistura de farinha, sabão em pó e outros. Um aluno fez até cartão de apresentação, como os vendedores de verdade têm. Depois que todos apresentaram fizemos um exposição para toda a escola. depois da exposição fizemos uma avaliação.
Acredito que esta atividade também pode ser uma arquitetura pedagógica pois foi uma atividade que contemplou diferentes perspectivas sobre o tema, possibilitando uma interdisciplinaridade, um trabalho artesanal e criativo, adaptando-se a diversos enfoques temáticos.
Abaixo colocarei algumas construções dos alunos:

a) Exposição feita no pátio da escola para todas as turmas com todas as construções dos alunos e seus anúncios. Os próprios alunos dividiram a exposição em produtos eletrônicos, elixires diversos e cremes e utilidades domésticas:



b) O aluno criou um celular com Play 4, jogos e outras vantagens. O anúncio ficou perfeito:

a) A Aluna criou um tônico que prolonga a vida por mais quatro anos, fez o anúncio bem direitinho:

Após a exposição os alunos fizeram a avaliação desta atividade, que segue abaixo, com suas reflexões:

* Foi legal porque experimentamos ser vendedores, experiência que pode ser usada como profissão.
* Foi interessante usar a imaginação e criar um produto que não existe.
*O trabalho ajudou a controlar a timidez na hora de apresentar.
* Usar sucatas mostrou que podemos reaproveitar muitos materiais.
* O anúncio foi importante porque era a descrição do nosso produto.
* Aprendemos a divulgar nosso produto e vimos como é difícil criar um anúncio claro e bem feito. * Foi difícil apresentar sozinho porque estamos acostumados a apresentar em grupos.
*A folha do anúncio poderia ser maior. (dei como padrão uma folha de desenho)


domingo, 15 de novembro de 2009

PLANEJAMENTO DE AULA

Após ler os textos e ver os vídeos das disciplinas de Didática, Planejamento e Avaliação e de Linguagem e Educação confirmei minhas certezas de que é necessário que o professor faça sempre seu planejamento de aula, como forma de organizar e orientar seu trabalho, dando mais objetividade, organização e sentido ao mesmo.
Como disse Paulo Freire “A ESCOLA NÃO ESTÁ A PARTE DA SOCIEDADE, ESTÁ DENTRO DELA”. Sendo assim, é necessário que nosso planejamento ajude os alunos a fazerem uma releitura da realidade, aproximando-se criticamente dela para dar significado à construção do seu conhecimento e tornando-o um cidadão crítico e participativo.
Pensando em tudo isto, e como o tema gerador que estava estudando era eleições, pois estava se aproximando a eleição de diretores das escolas estaduais e os alunos de 4ª série são os únicos que votam na minha escola e estávamos estudando monarquia e república, democracia e ditadura, resolvi fazer um planejamento sobre eleições e democracia.
O roteiro de atividades foi o seguinte, todas realizadas em grupos de quatro alunos:
1) Leitura do texto “ELEIÇÃO NA FLORESTA”, uma adaptação do Livro dos Juízes 9,8-15.
2) Dramatização da história.
3) Debate sobre formas de governo, democracia, voto direto, moral da história lida e dramatizada.
4) Produção Textual – primeiro os alunos fizeram histórias em quadrinhos a partir do texto lido e fizemos um painel com o título “EXERCER DEMOCRACIA TAMBÉM É SABER ESCOLHER SEUS GOVERNANTES”.
No segundo momento os alunos fizeram cartazes relatando a conclusão da pesquisa feita na família dada de tema: quais familiares já haviam sido eleitos pelo voto, seja para presidente de sindicato, de time de futebol, de conselho escolar ou para síndico, monitor, etc., e como tinha sido sua eleição. Fizemos um painel com o título “NOSSOS FAMILIARES PARTICIPAM DA VIDA DEMOCRÁTICA DA NOSSA CIDADE”. Os dois painéis foram para o mural do corredor com o título “4ª SÉRIE REFLETE SOBRE A DEMOCRACIA”.
5) Jogo – tocando uma música, passava uma caixinha com perguntas sobre o conteúdo estudado. Ao parar a música, quem estava com a caixinha na mão deveria retirar uma pergunta, lê-la e respondê-la.
6) Sistematização – palavras cruzadas sobre os principais conceitos estudados, que ficou de tema.
Aplicar este planejamento foi muito enriquecedor, pois auxiliou os alunos a darem maior significado para o ato de votar na escola, preparando-os para o exercício consciente da cidadania.
A seguir incluo neste relato algumas fotos da aplicação do planejamento:
a) Dramatização:













b) Mural com as produções textuais:














d) Jogo:

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TEMAS GERADORES

Partindo das leituras realizadas, do filme visto e da minha própria prática pedagógica posso afirmar, sem dúvida, que trabalhar com temas geradores possibilita direcionar o trabalho com os alunos de forma mais significativa e organizada, possibilitando a participação efetiva dos mesmos como construtores de seu próprio saber. A partir desta construção, os alunos adquirem a capacidade de analisar e questionar a realidade, com senso crítico e responsabilidade, indicando caminhos e posicionamentos para a modificação da mesma.
Neste enfoque de trabalho é necessário que o professor abandone o comodismo que faz com que muitos profissionais se limitem a passar muito conteúdo no quadro ou pedir cópias dos livros didáticos. É necessário planejamento e organização para que o trabalho não se transforme em tumulto sem nexo e significado. É também necessário que o professor aceite a opinião e as sugestões do corpo docente da escola, socializando o saber e a prática pedagógica. É preciso também muita esperança, principalmente a de que conseguiremos transformar esta realidade tão desigual e injusta através do nosso trabalho, ajudando os educandos a refletirem sobre a realidade e encontrarem meios de mudá-la.
Na minha escola decidimos, há muitos anos atrás, trabalharmos com planos de unidades, todos com um tema gerador, normalmente com duração entre sete e quinze dias. Esta prática tem proporcionado fazermos um trabalho bastante interdisciplinar, permeando todo nosso trabalho com o tema gerador. Permite também que toda escola trabalhe em uníssono, com o mesmo tema sendo enfocado de acordo com os níveis de aprendizagem. Assim também, permite muita troca de informações e sugestões entre todo o corpo docente e equipe diretiva, direcionando todo trabalho pedagógico em função do tema gerador em questão. Mesmo assim, ficamos muito angustiadas com o cumprimento do Plano de curso, ainda mais que o crescente número de avaliações externas é que vão ditar os recursos que as escolas irão receber e é aconselhado pelo sistema de educação a que pertençe que a escola procure se adaptar aos conteúdos enfatizados nestas avaliações. Isto se dá não só por causa dos recursos, mas também pelos medidores dos níveis de aproveitamento da educação. Mais uma vez, o corpo docente tem que ter muito jogo de cintura para fazer o que julga melhor e tentar se adequar às novas exigências.
Como disse Paulo Freire " O IMPORTANTE É APRENDER A PENSAR, PENSAR A REALIDADE, E NÃO OS PENSAMENTOS."
Trabalhando com temas geradores oportunizamos que nossos alunos reflitam sobre o mundo, que aprendam a questionar, refletir e encontrar maneiras de melhorar a realidade.
Como evidência desta forma de trabalho que adotamos, mostrarei alguns momentos da escola:
















Com o tema gerador "SEMANA FARROUPILHA/GAÚCHO" estudamos o Hino Riograndense em História e reconhecemos a palavra virtude. Estudamos em Ensino Religioso seu significado e fizemos um trabalho em duplas onde cada dupla deveria representar uma virtude de um bom cidadão gaúcho. Depois fizemos um painel na sala de aula. A diretora pediu que apresentássemos numa Hora Cívica e que fizéssemos um painel no corredor e enfatizou que todas as turmas deveriam ler as virtudes de um bom cidadão e praticá-las na escola e na comunidade.

















Quando o tema gerador foi "IMPORTÂNCIA DA ÀRVORE E PRIMAVERA" estudamos a questão nas disciplinas e fizemos este painel em Artes, desenhando e pintando com a técnica de giz com água e cola e escrevemos sobre a importância da árvore para o ecossistema e sua utilidade para os humanos. Cada criança ficou livre para escrever frases, fazer acróstico ou poesia.